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segunda-feira, 25 de junho de 2012

Alongamento promove melhora da flexibilidade e a consciência corporal

Quem é sedentário ou passa muito tempo sentado precisa se alongar. Exercício amplia os movimentos, diminui dores e até previne lesões. 

Uma pessoa que passa muito tempo sentada durante o dia e faz pouca ou nenhuma atividade física precisa se alongar. Esticar os músculos ajuda a aumentar a flexibilidade e a consciência corporal.

Segundo o médico do esporte Gustavo Maglioca e o preparador físico José Rubens D'Elia, o alongamento diminui dores, amplia os movimentos e previne lesões. Mas é preciso praticar sempre, pois, em um mês de sedentarismo, já ocorre uma diminuição da elasticidade e da capacidade muscular.

Um indivíduo que toca a palma da mão no chão, com as pernas estendidas, se ficar parado por quatro semanas pode passar a tocar apenas a pontinha dos dedos, caso não alongue a parte posterior da coxa.

Os músculos são capazes de se alongar até a metade do tamanho, ou seja, ficar uma vez e meia mais compridos que o normal. Mas isso também depende de uma série de fatores, como genética, elasticidade natural e amplitude articular de cada região do corpo.
saiba mais

O músculo posterior da coxa pode ser alongado com uma espécie de régua, mas também ao deitar no chão, encostado na parede e com os glúteos próximo ao batente da porta.

É preciso erguer a perna paralelamente à parede, e o objetivo é deixar o membro em um ângulo de 90 graus em relação ao chão. Se não conseguir, é porque você está precisando muito alongar essa musculatura.

Se for uma pessoa sedentária, faça alongamentos mais suaves, sem forçar muito. Respeite sempre os seus limites e incremente seu treino aos poucos, para evitar sobrecargas e problemas mais sérios

segunda-feira, 11 de junho de 2012

TREINAMENTO EM CIRCUITO É MAIS MOTIVANTE E EFICÁZ.

Ele observa que os treinos são muito dinâmicos e o atleta pode experimentar diferentes tipos de exercícios de musculação, corrida, ciclismo, step, ginástica, entre outros, utilizando diversos materiais como cones, arcos, bolas, elásticos, colchonetes e etc.


O treinamento em circuito foi idealizado por R. E. Morgan e G. T. Adamson, em 1953, na Inglaterra e é considerado uma das melhores opções para quem quer emagrecer de forma saudável e definitiva
“O método consiste em uma série de exercícios dispostos em estações onde, o atleta executa o exercício proposto durante um tempo determinado pelo personal trainer, com pequenos intervalos”, explica o franqueado da Test Trainer David Marques, personal trainer especializado em avaliação física e funcional do idoso e treinamento funcional (moveman trainer).
“O número de exercícios, materiais utilizados e o tempo de execução de cada um serão determinados pelo profissional de acordo com os objetivos do atleta, sua modalidade e seu nível de condicionamento físico”, afirma o personal.
De acordo com David Marques, este tipo de treinamento pode servir para quebrar a rotina da academia, melhorar o condicionamento físico geral, desenvolver valências físicas específicas, fortalecer os grupos musculares mais importantes do desporto específico de um atleta.
“Além disso, qualquer pessoa pode desfrutar dos benefícios deste treinamento, desde uma criança, como recreação, até uma pessoa obesa, como parte especifica do processo de emagrecimento. Nesta modalidade, o praticante pode queimar, em uma única sessão, até 200 calorias em apenas 30 minutos”, destaca.

 

Outros benefícios citados por ele sobre o treino em circuito são:
• Pode ser realizado em qualquer lugar (praias, praças, parques, bosques e também lugares fechados como quadras e salas de ginástica);
• Pode ser praticado por uma pessoa ou um número variado delas, supervisionadas por um personal trainer;
•Versatilidade do treinamento;
•Os resultados se fazem perceber em um menor tempo.
“O treino em circuito é uma grande tendência e a sua prática cresce porque, principalmente quando feito nas areias das praias, o gasto calórico é maior”, ressalta o personal trainer.
 
Ele lembra ainda, que o treinamento em circuito foi idealizado por R. E. Morgan e G. T. Adamson, em 1953, na Inglaterra. “Durante o inverno, impossibilitados de treinar nos campos abertos ao ar livre, os ingleses criaram um método de treinamento que poderia ser realizado em espaços menores e serviria para manter ou desenvolver as capacidades físicas dos atletas”, finaliza.


terça-feira, 1 de maio de 2012

Fique atento ao seu corpo, evite lesões.

Pesquisa revela os problemas que mais atingem corredores amadores

Por Evaldo Bósio Filho
A corrida de rua é uma modalidade esportiva caracterizada por exigências repetitivas do aparelho locomotor (ossos, músculos, tendões e ligamentos). Com o aumento no número de praticantes nos últimos anos, cresceu também o número de lesões - especialmente entre os atletas de fim de semana. A estimativa é que ao menos 200 mil pessoas corram pelos parques e ruas de São Paulo aos sábados e domingos.
Pesquisa
O aumento da pratica esportiva levou as pessoas a terem novas lesões, as chamadas lesões esportivas. Uma pesquisa realizada pela Sociedade Nacional de Fisioterapia e coordenada por mim identificou as lesões mais comuns que atingem os corredores e a direcionou para atletas, assessorias e treinadores com a intenção de prevenir lesões, evitando assim que as pessoas fiquem afastados do ciclo de treinos e corridas, prejudicando a prática esportiva.
Um total de 250 atletas que participaram da Meia-maratona Internacional de São Paulo de 2011 foi avaliado. Participaram dessa pesquisa pessoas com idade entre 18 e 60 anos. Dos corredores avaliados, 28 foram excluídos, respeitando o critério de exclusão (praticantes de outros esportes). Permanecendo na pesquisa 232 atletas: sendo 160 (68,97) homens e 72 (31,03%) mulheres. Os dados foram coletados através de questionário epidemiológico, exames de imagem e avaliação clínica dos pacientes.
Dos 232 avaliados, 52 (22,41%) apresentaram tendinopatia de calcâneo (Tendinite de Aquiles) como o principal lesão, seguido por fasceíte plantar: 40 (17,24%), tendinopatia patelar: 36 (15,52%), canelite: 29 (12,5%), fratura por estresse 25: (10,78%), lesão muscular: 19 (8,19%), condropatia patelar: 12 (5,17%), entorse de tornozelo: sete (3,02%) e síndrome do impacto acetabular: três (1,29%). Apenas nove (3,88%) atletas não relataram lesões provenientes da corrida. A dor esteve presente em 183 (78,88%) atletas, sendo a principal queixa durante a prática esportiva.

A tendinite
Os tendões são estruturas fibrosas, com pouca vascularização (recebem pouco aporte sanguíneo), e têm como principal função transmitir a força gerada pelos músculos aos ossos, determinando os movimentos do corpo. As tendinites podem ser denominadas como a inflamação de algum tendão.
Diversas são as causas que podem gerar um processo inflamatório sobre o tendão. Entre os corredores, podemos citar: falta de alongamento e flexibilidade de algum grupo muscular, déficit de força muscular, falta de aquecimento antes de atividades esportivas, excesso de movimentos repetitivos, sobrecarga dos treinamentos e calçado inadequado.
Elas se manifestam através de dores localizadas próximo às articulações. Geralmente são dores difusas, que podem aparecer após uma atividade física intensa ou em atividades simples como andar, abaixar, subir e descer escadas.
Tendinite de Aquiles, o principal acometimento apontado na pesquisa, é a lesão inflamatória que acomete o tendão dos músculos da panturrilha (Tríceps Sural). As dores se localizam na região posterior do calcanhar. O tratamento fisioterapêutico tem início cerca de três a sete dias após o diagnóstico médico. O tratamento inicial será de analgesia e controle da inflamação. Após a resolução da dor e do processo inflamatório, começa a segunda etapa do tratamento, que visa o reequilíbrio muscular (alongamentos e fortalecimentos).
Na última etapa, o objetivo é corrigir possíveis alterações posturais e passar orientações sobre calçados mais adequados, caso seja necessário. Nessa fase também inicia-se um treino leve do gesto esportivo e, após alguns testes funcionais, ocorre a liberação para treinos e pratica esportiva.

Atenção
Vale um alerta: As tendinites tratadas de forma incorreta ou não tratadas podem gerar uma tendinose, que passa a ser a condição de total degeneração do tendão e que pode levar à ruptura do mesmo. Nos casos em que ocorre a ruptura do tendão, o tratamento passa a ser cirúrgico e o atleta geralmente fica afastado por alguns meses da prática esportiva para tratamento e recuperação. Dependendo da gravidade da degeneração, o atleta pode ser afastado definitivamente do esporte.
Sugiro que atletas, assessorias e treinadores tenham mais atenção aos sinais de dores, que muitas vezes são banalizados, e passem a incluir treinos preventivos realizados por fisioterapeutas junto às planilhas de treinamentos. Previna-se de lesões e pratique a corrida de forma saudável!



Fonte: www.o2porminuto.uol.com.br/

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Evolução da periodização no futebol: uma questão epistemológica (Parte 1)

Texto retirado  do site da Universidade do Futebol, este artigo de extrema relevância que nos faz refletir melhor sobre nosso  AMADO FUTEBOL.

“Será que no futebol ganha quem salta mais? 

Quem corre durante mais tempo? Quem é mais rápido? 

Ou será que normalmente ganha quem joga melhor futebol?”

Uma análise sobre a preparação física e os treinamentos, suportados pela abordagem sistêmica
William Sander Figueiredo,Renato Buscariolli de Oliveira,Renato Buscariolli
A palavra “periodização” deriva da palavra “período” e nada mais é do que a divisão do tempo em pequenos seguimentos, ou ciclos de treinos, com características e objetivos específicos determinados de acordo com a especificidade de cada desporto. O objetivo desta divisão é facilitar a organização e adequação das cargas de esforço para cada momento do ano competitivo visando o aumento da performance.

Tradicionalmente, a periodização do treino tem assentado numa base predominantemente referenciada aos aspectos de adaptação morfológica, fisiológica ou bioquímica do organismo. Esta perspectiva, embora produtiva quando se pretende resolver questões mais restritas, apenas traduz uma visão parcelar e fragmentada do processo de treinamento em modalidades coletivas complexas como o futebol. Nesse sentido, citamos abaixo as duas primeiras “escolas” de periodização, bastante solidificadas e difundidas na ciência do treinamento. 

A primeira delas (também denominada “tradicional”), originária do Leste Europeu e proposta pelo soviético Lev Pavlovic Matveiev em 1950, caracteriza-se pela divisão da época desportiva em períodos, estruturados para atingir “picos de forma” em determinados momentos competitivos. Este modelo de preparação confere primazia à variável física, assente numa preparação geral e não possui qualquer ligação com a forma de jogar. Deste modo, preconiza um processo abstrato centrado nos fatores da carga física, através de métodos analíticos. A segunda “escola” (também denominada “contemporânea”), com origem nos países do Norte da Europa e América do Norte tem como ícone Yuri Verkhoshansky e tentou transcender o caráter universal da primeira tendência, dando grande importância ao desenvolvimento das capacidades físicas exigidas na competição. Desde então, exacerbou-se a avaliação das cargas através dos testes físicos procurando conhecer assim, a forma dos jogadores. Além disso, esta tendência de treino caracteriza-se por desenvolver a variável física, técnica e psicológica em separado. 

Na busca de adequar a preparação dos atletas às necessidades requeridas no futebol moderno e a tentativa de integrar as diferentes áreas do conhecimento ligadas à modalidade, novas propostas de periodização surgiram: cargas ondulatórias (Tschiene, 1990) e o modelo de Cargas Seletivas (Gomes, 2002). Essas novas propostas (principalmente a última) podem se adentrar em uma tendência designada “Treino Integrado” - onde os aspectos físicos, técnicos e táticos são desenvolvidos conjuntamente – e procuram promover uma maior semelhança com as exigências da competição conferindo uma grande importância ao jogo e à sua especificidade. 

Um “pit stop” reflexivo do conteúdo abordado até aqui nos permite visualizar que a tendência da preparação física no futebol ao longo dos tempos é de se aproximar cada vez mais do jogo em si. Essa aproximação por sua vez, coloca essa área no mesmo patamar de outras não menos importantes (psicologia, nutrição, pedagogia, etc) evidenciando a tão citada interdisciplinaridade. Na prática isso significa que a preparação física não mais será o “norte” no planejamento de uma equipe para uma determinada competição. Isso quer dizer que o preparador físico tonar-se-á “menos importante?” Ou que não será mais necessária a preparação física? Ou agora serão os técnicos e técnicos adjuntos que se responsabilizarão por essa área, acabando com a figura do “especialista” – preparador físico - no futebol? Caro leitor, muito calma nessa hora...

Como já explícito, a estruturação de todo o processo de planejamento e periodização do treino em futebol, passou e ainda passa pelo componente dito “físico”. A periodização física convencional está instituída no futebol e apesar de parecer desajustada ainda prevalece metodologicamente como núcleo central de preparação. Teodorescu (2003) salienta que grande parte das opiniões e teorias da psicologia, da pedagogia bem como da teoria da educação física sobre o jogo, são formuladas a partir de posições biológicas e biogizantes. De fato, no desporto de rendimento está fortemente enraizada a crença de que a excelência no desempenho desportivo pode ser obtida mediante a melhoria na condição física (Tani, 2001). Historicamente, esta crença deve-se à grande influência exercida pela Fisiologia do Exercício, que apresenta uma perspectiva eminentemente energética de movimento. 

Surge-nos assim vincado aquilo que podemos designar por um paradigma da dimensão física do treino, que realça a importância da dimensão física no seio do Planejamento e Periodização. Ao referenciarmos a performance a partir de fatores energéticos, biomecânicos e das características fisiológicas dos jogadores, os comportamentos destes serão perspectivados enquanto produto de uma maior ou menor adequação do organismo às exigências energéticas e funcionais do jogo, tendo em conta a unidade entre o estímulo e a resposta, desconsiderando as configurações tácticas que os induzem (Garganta et al, 1996). Isso impede uma tomada de consciência molar dos problemas do jogo, dado que não serão equacionadas as interações que se estabelecem no seio da equipe, entre os jogadores, face à relação de oposição – cooperação. 

Assim sendo, apesar da investigação científica ter inferido uma relação causa-efeito de caráter bio-fisiológico na aplicação dos métodos de treino baseados na coerência estrutural daquilo que convencionalmente se denomina componentes da carga (volume, densidade, intensidade e freqüência), isso nada nos elucida sobre a eficácia do comportamento motor utilizado pelos jogadores para a resolução de uma situação competitiva qualquer. Compreender a ação biológico-fisiológica dos exercícios é importante e necessária por parte daqueles que estão aplicando o treino para conhecer o efeito imediato, assim como os efeitos crônico-adaptativos de uma determinada sessão, microciclo ou mesociclo (Tscheine, 1987). No entanto, as modalidades desportivas de caráter aberto, como o futebol, não podem desenvolver os seus métodos de treino partindo simplesmente do manuseamento das denominadas componentes da carga.

Dessa forma, podemos dizer que a “preparação física” no futebol atravessa de forma lenta e gradativa (como é o progresso da ciência) uma mudança paradigmática e epistemológica. Os fatos nos levam a crer que não mais o componente biológico seja o norteador do planejamento de uma equipe, independente do seu nível e/ou faixa etária. A Periodização (divisão) continua, porém muda o seu foco. Talvez a “Periodização Tática” (“processo de preparação centrado na operacionalização de um “jogar” através da criação e desenvolvimento contínuo do Modelo de Jogo” – Vitor Frade, 2006) que é para muitos algo novo, desconhecido, seja a norma dentro do futebol em um futuro próximo. Cabe a nós, profissionais da bola, “corrermos atrás” das mudanças, nos adequarmos e nos reciclarmos. A abordagem sistêmica cada vez mais ganha espaço dentro dessa modalidade. Contudo, profissionais completos, “sistêmicos”, “complexos”, holísticos e que se atualizam constantemente serão necessários para que essa abordagem se efetive verdadeiramente. 

Talvez hoje o “componente físico” esteja se redimensionando dentro do futebol e não simplesmente sendo “deixado de lado”. Analogamente, o mesmo ATP (sigla referente à adenosinatrifosfato, nossa “moeda energética” dentro do metabolismo) que era responsável por um jogador correr em média 6 km por partida na década de 60, hoje permite que os atletas corram cerca de 12 km. O jogo é o mesmo, as regras são as mesmas, o ATP é o mesmo. Foram apenas 50 anos de evolução. O que mudou? Para terminar essa parte do texto (já que o assunto não se esgotou nesse documento), terminamos com uma pergunta capciosa e polêmica. 

“Será que no futebol ganha quem salta mais? 

Quem corre durante mais tempo? Quem é mais rápido? 

Ou será que normalmente ganha quem joga melhor futebol?”

BIBLIOGRAFIA

“A Ciência do Desporto a Cultura e o Homem”. Jorge Bento e Antonio Marques. Universidade do Porto. Porto, 1993.

“O Planeamento e a Periodização do Treino em Futebol – Um estudo realizado em clubes da Superliga”. Tese de Mestrado. Pedro Manoel de Oliveira Santos. Universidade Técnica de Lisboa, 2006.

“Do pé como técnica ao pensamento técnico dos pés. Dentro da caixa preta da Periodização Tática. – Um estudo de Caso”. Trabalho Conclusão de Curso. Marisa Silva Gomes. Universidade do Porto, Porto, 2006.

* Renato Buscariolli de Oliveira é bacharel em Treinamento Desportivo, mestrando em Biologia Funcional e Molecular - IB, pós-graduando em Bioquímica, Fisiologia, Treinamento e Nutrição Desportiva e membro do Laboratório de Bioquímica do Exercício - Labex, pela UNICAMP

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

"The 11 +" Prevenção de Lesão para Futebolistas






O programa desenvolvido pela FIFA por meio do F-MARC tem o objetivo de tornar os atletas menos suscetíveis a lesões, tendo assim uma saúde mais forte, e seu nome é “FIFA FOR HEALTH” apelidado de “The 11+”.

Com a preocupação com as lesões específicas do futebol foi desenvolvido uma série de exercícios de nome “11+” que mostra como eles podem ser utilizados pelos atletas da bola. O foco dessas instruções é que as orientações individuais dos atletas parece diminuir o risco de lesões do joelho em futebolistas.

O futebol por si só é uma causa dominante das lesões, em parte devido à sua crescente popularidade. O tipo mais freqüente e grave de lesões em jogadores de futebol ocorre nas pernas, principalmente nos joelhos. O ligamento cruzado anterior (LCA) apresenta elevada incidência de lesões entre as atletas e as rupturas do LCA, especialmente, podem ter consequências grave em longo prazo, incluindo uma longa ausência do futebol, a recuperação incompleta e osteoartrite ou osteoartrose (inflamação) secundária do joelho. 

Um estudo muito interessante e de grande valor preventivo para o futebol feminino foi realizado na Suécia pelo Dr. Kiani e colaboradores, que avaliaram um programa de intervenção especificamente concebido para diminuir o risco de lesões no joelho relacionados ao futebol feminino sueco, com atletas de 13 a 19 anos.  

O programa contou com exercícios de fortalecimento destinados a alcançar um padrão de movimento melhorado, diminuindo a pressão sobre a articulação do joelho. As sessões de treinamento foram integradas na prática do futebol regular e não foi necessário nenhum equipamento adicional. Além disso, as jogadoras, pais e líderes de equipe, participaram de um seminário de sensibilização para o risco de lesão.  Em 2007, 777 meninas de 48 equipes que participaram do programa e 729 jogadoras em 49 equipes, serviram como controles, e observou-se apenas três lesões de joelho ocorridas entre as jogadoras que participaram do programa preventivo. Ao contrário, verificou-se 13 lesões nos joelhos do grupo sem prevenção. Comprovadamente, o programa teve êxito na diminuição de 77% na incidência de lesões no joelho e uma diminuição de 90% na incidência de lesões no joelho sem contato. 

A taxa de lesão não foi apenas mais baixa entre as equipas que participaram do programa de prevenção, como as lesões que ocorreram foram menos severas. Todas as três lesões no grupo de intervenção foram classificadas como graves, mas todas as três jogadoras recuperaram plenamente sua atividade dentro de seis meses. 

Entre os participantes do grupo controle, a maioria das lesões foram graves, e apenas quatro das 13 recuperaram a plena atividade dentro de seis meses. Infelizmente, o esporte competitivo também pode produzir lesões. Nos Estados Unidos, cerca de 1,4 milhões de lesões ocorrem anualmente como resultado da participação em esportes. Os pesquisadores concluíram que um programa preventivo contra lesões deve ser incorporado à prática regular do futebol. 

Diante desse quadro, é fácil concluir que a adoção de um programa de prevenção, pode não evitar completamente o risco de lesão dos atletas, mas esta intervenção ajuda a desenvolver um atleta mais saudável e com maior poder de recuperação diante dos incidentes tão comuns no esporte.

sábado, 21 de agosto de 2010

DIFERENÇA ENTRE OS RESULTADOS DO VO2 EM TESTES DE MENSURAÇÃO DIRETA E INDIRETA: UMA VISÃO SOBRE A DINÂMICA DO JOGO X REALIDADE DOS TESTES.

O atleta de futebol é submetido hoje a programas de treinamentos bastante específicos para que exista um ótimo desenvolvimento de suas capacidades físicas para que suporte por tempo prolongado as qualidades físicas específicas como a resistência aeróbia, anaeróbia e força rápida, sem que haja perca significativa de seus níveis a ponto de comprometer o desempenho. Por isso as avaliações para prescrição destes treinamentos são de fundamental importância, diante disto o estudo objetivou observar se há diferença entre os resultados obtidos em avaliação direta e indireta de mensuração de consumo de oxigênio em atletas de futebol. Foram avaliados 20 (vinte) atletas com idade entre 17 (dezessete) e 20 (vinte) anos (média = 18,35 anos) pertencentes à categoria Juniores do Santa Cruz Futebol Clube, os métodos utilizados foram, de forma direta a Ergoespirometria realizada em esteira rolante (ATL/10200 – INBRASPORT) com analisador de gases (CORTEX – METALYZER 3B), e de forma indireta o Teste de 3200m (WELTMAN, 1987) de caráter contínuo e Soccer Test (BARROS & GUERRA, 2004) de caráter intermitente. Nos resultados obtidos da comparação dos três testes que utilizou a análise de variância de Friedman (BioEstat 5.0, 2007), foi observado diferença entre os resultados de Ergoespirometria e Weltman (p<0,5) e resultados Weltman e Soccer Test (p<0,5) e não houve diferença significativa entre resultados da Ergoespirometria e do Soccer Test (ns). Perante os resultados pode-se concluir o teste indireto de caráter intermitente aproxima-se mais do resultado do teste direto de mensuração, a título de especulação pode ser levado em consideração a característica do teste em relação a dinâmica do jogo, porém outras investigações são necessárias para atestar com maior veemência.

Nos proximos posts irei falar um pouco mais sobre este estudo e os testes aplicados, que foram tema da minha monografia.
Abraço a todos.
Fiquem com Deus!

REFERÊNCIAS:
  • AYRES M, AYRES JUNIOR, AIRES DL, SANTOS AS. Bioestat 5.0: aplicações estatísticas nas áreas de Ciências Biológicas e Médicas. Belém: Sociedade Civil Mamiraua, Brasília: CNPq. 2007
  • BARROS, T. & GUERRA, I. Ciência do Futebol. São Paulo: Manole, 2004.
  • WELTMAN, A. Prediction of Lactate Threshold and Fixed Blood Lactate Concentrations from 3200-m Running Performance in Male Runners. International Journal Sports Medicine. V.8, pp: 401-406, 1987.